quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Fim

Tudo…

Dei-te tudo…
E hoje choro a tua ausência aparente
Já não sonho, já não vivo, acabou-se a alegria
Acabou-se a magia do que parecia diferente

Restam-me as lágrimas acumuladas
E as borboletas dentro de mim
Ansiosas, impacientes, embriagadas
Por um sentimento do qual desisti

Tiveste tudo, e o que restou?
Um vazio no meu peito, uma carência
Lutei demasiado por algo que nem começou

Hoje acredito que seja mesmo uma ciência

terça-feira, 3 de julho de 2012

Nublado...

Chegaste e o sol brilhou incansávelmente
E senti-me levitar, renascer para a luz
Abraçaste-me e tornaste-me dependente
De um sonho tempestuoso que em mim produz

Ânsia de querer e desejo de proporcionar
Um sorriso e a alegria de um momento
Para com a bonança te conseguir mostrar
E ensinar o caminho de encontro ao sentimento

Leva o meu barco de encontro ao cais
Agora que a tempestade parece ter acabado
Chegaste, ficaste, não partas nunca mais
Continua comigo este sonho nublado

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Aperto...

Quero conhecer-te para lá do que vejo nos teus olhos
E aprender-te de forma a decorar-te sem errar
Imaginar-te para além do que vejo em sonhos
Para obter as respostas que continuo a procurar

Quero que sejas um poema real...

Quero sentir o teu suspiro quando sentes o meu abraço
E perceber que a minha importância se tornou relevante
Quero que aprendas e percebas que tudo que faço
É porque nesta conjuntura és sentimento importante

Quero que o sonho te mostre...

terça-feira, 12 de junho de 2012

Curabitur...


Acorda...
Levanta-te, está na hora de dizimar essa tristeza
Agarra-me, não me largues, e tudo farei
Para que a dúvida se torne numa certeza

Desperta...
E defende-te com o teu melhor sorriso
Ah que vontade de desaparecer levando-te
E criar contigo, só contigo, um novo paraíso

Adormece...
Agora que a tristeza se foi e permenece além
Eu, bem eu permanecerei aqui bem perto
Com a estupidez habitual, de quem te quer bem

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Anjo...

Leva-me contigo num voo interminável
E faz de mim sonho em tom esverdeado
Leva-me além do que acho alcançável
Abraça-me e mantém-me apenas do teu lado
A sorrir…
A sonhar…
A acreditar…

Esquiva-te das nuvens mas agarra a minha mão
Para que eu continue a manter-te por aqui
Protege-me a mim e ao meu coração
E prometo que farei o mesmo por ti
Para sorrires…
Para sonhares…
Para acreditares…

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Sonhando...


Eu sempre soube que eras sonho impossível
Porque me entreguei?
Porque me rendi?

Ah estupidez sentimental que me mantém asfixiado
Ah poesia medíocre que te traz até mim
Se tudo fosse tão fácil como viver o passado
Talvez no presente ainda estivesses aqui

terça-feira, 24 de abril de 2012

(In)esperado...

Já te vejo chegar e a distância é enorme
O tempo pára, sustém enquanto deslizas até mim
Ambiciono a tua presença, nesta espera que me consome
No meu peito nasce o grito que te alcança por fim

Agora inspiro, expiro, pois sei que estás aqui

Pressiona-me na busca de um momento perfeito
Ri e olha-me como quem não quer largar
Inventa-me como queres, apagando qualquer defeito
Ou mantém-me irrepreensível pelo menos ao teu olhar
 
Resta-me olhar-te e sonhar, sonhar, sonhar…

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Uma só palavra...

A palavra que guardei no peito para completar
O poema que acabou por fazer de ti cicatriz
Pode-se tornar na chave para te alcançar
Abrindo a porta para ser feliz

A palavra que no fundo sempre interessou
De forma experimentada foi ficando
Pois o que pensas que não chegou
Sem realmente chegar foi chegando

Processo tão confuso quanto eu
E tu tão importante quanto ela
A Palavra que me mostrou o teu
E manteve o meu fixado ao dela

domingo, 7 de agosto de 2011

Existência...

Vem…
Entra na minha realidade, onde sou e não sou
Onde o simples facto de existir é duvidar da minha existência
Como posso existir sem ela?
Ou sem razão para que tal seja apetecível?

Tu sim, tu existes…
O sonho é vida e eu quero sonhar-te de forma interminável
Como se o amanhã se ocultasse sem importância
Pois quero viver o momento sabendo que tu és a razão
Para sentir que existo literariamente

Tu és o sonho da minha presumível existência…

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Turbulência...

Quero desaparecer
Que vontade incontrolável de ser nada
Que necessidade
De rastejar
De implorar
De ambicionar
O vazio
O esquecido
O perdido
Que anseio em ver
O cinzento
O impossível
O inalcançável
Que desejo de me esquecer de mim

Decidi...

Hoje decidi escrever…
Hoje decidi ser eu
Decidi ser mais do que fui
Mais do que foste
E muito mais do que fomos
Se calhar não sou eu…
Porque eu fui demasiado
Tu, tu… (aperto no peito)
E nós, bem nós nunca chegamos a ser

Vou guardar a vontade
Pensando bem é melhor não escrever

Presença ausente...

Quando a noite cai e eu me isolo chegas tu no teu estado mais puro
O sonho atravessa-me e chego a tocar a realidade de forma fugaz
Inesperadamente tu és o dia que ilumina o meu futuro
E agora resta-me sonhar para impedir que te vás

Fácil é escrever enquanto estás aqui…
Difícil é não sentir o coração congelar quando vais…

sábado, 2 de abril de 2011

IV...

Caí…
Ajuda-me a erguer
A beber de novo o teu olhar
Quanto mais tento esquecer
Mais te quero lembrar

Hoje sou um livro fora do lugar…

Sofri…
Continuo a sofrer
Porque continuo a sonhar
Vejo-te simplesmente desvanecer
Sem te poder tocar

Está na hora de acordar…

Grito e…
Luto para te alcançar
Respiro aflição por não te ter
Alucino e sofro ao pensar
Que no chão me vou manter

Também eu vou desvanecer…

Paraíso de palavras...

A tua imagem inunda-me o pensamento de forma constante
O que te torna presente apesar da ausência
Fazes com que tudo que fazia sentido se torne insignificante
Continuas intocável, incomparável, és mistério por excelência

Um paraíso de palavras inventadas construí
Na ânsia de te manter cicatrizada no meu peito
E agora choro em silêncio tudo o que vivi
O que na humidade das minhas lágrimas vejo que foi imperfeito

Sei que ainda sinto o teu perfume em mim
E o meu grito pela tua presença jamais será mudo
Espero que o ouças, não aqui mas sim aí
E te apercebas então que continuas a ser tudo

Não vás...

Por favor não vás…não vás…
Não te ausentes…não vás…
Porque queres cair nesse mundo tão teu,
Que tantas lágrimas espalhou pelo espelho da minha felicidade?
Não vás…não vás…
Mantém-te perto, mantém-te em sonhos, em pensamentos
Não te esquives á felicidade, não negues a alegria
O arco-íris também desaparece…

O nevoeiro começa a envolver-te e tu finges não ser suficiente
Finges não ser capaz, não te enganes, não caias na ilusão
Estás a agredir-te, és vítima de ti mesma
Necessidade de sofrer? Comodismo? Aceitação?
Não tem de ser assim, nunca teve de ser assim,
E nem sempre o caminho mais fácil é o mais seguro

Vejo-te desvanecer, sinto-te de forma leve
Leve como sempre foi transportares o meu coração,
Objecto, sim objecto que nunca teve peso suficiente
Para ser considerado importante, para que o desejasses ter
E tu tiveste-o meu anjo, mas faltou o desejo,
Faltou tudo, faltou nada e um pouco mais
Ou será que faltas-te tu? (como estás a faltar agora)

Dói, dói tanto aperceber-me desta ausência progressiva
Não vás…por favor não vás…
Desapareces, o silêncio e a solidão abraçam-me
E começo a sentir o peso da saudade
Começo a sentir que tudo é cinzento
Porque te vejo mergulhar nessa cor
Porque te vejo satisfeita com lágrimas
Porque te vejo como nunca te vi
E por isso te peço que…
Não vás…

(Ao menos sinto o teu perfume, sei que vou encontrar-te)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A tua página...

Na primeira página da história chegaste inesperadamente
Como um anjo empurrado por uma brisa alimentada por obsessão
E ao ver-te aproximar e a brilhar tão intensamente
Voei em pensamentos e perdi-me em sonhos que não

Pensei concretizáveis, pois parecias intocável, bem longe de mim
Longe das palavras que desenhava e que ambicionava dizer
E quando te sonhei, e cheguei à conclusão que eras assim
Ganhei a inspiração que precisava para te poder escrever

Escrever-te em linhas imaginárias como nunca tinha feito
Pois tornaste-te no sonho que mais queria sonhar
E sempre que o teu olhar me abraçava, explodia o meu peito
E eu ansiava pelos teus lábios para os poder respirar

Foste o que continuas a ser, continuas a ser o que sempre serás
Porque te quero manter aqui como uma tatuagem
E não pode ser de outra forma, pois de outra forma não sou capaz
E não quero mudar de página pois aqui não és miragem

domingo, 19 de dezembro de 2010

Missão...

Vem, ocupa o meu pensamento como sempre fazes
E faz com que continue a sorrir para o olhar que me abraça
Ainda bem que resolveste aparecer, que me conseguiste preencher
Sem que nunca cogitasse se o meu coração estaria sobre ameaça

Agora que estás aqui tão perto que te sinto a quilómetros de distância
Sei o que é realmente gostar, e não quero considerar a hipótese de privação
És tanto que não suporto adormecer sem que tenhas entrado no pensamento
Pois não quero correr o risco de acordar e não encontrar recordação

És mais do que até eu próprio imagino, muito mais do que imaginas tu
E bem mais do que ambos imaginamos que possa ser considerado possível
Porque consegues ser tanto e tão grande dentro de tão pouco
Que te tornas inimaginável, incomparável e de certa forma inatingível

Por isso quero que te mantenhas para não cair em isolamento suicida
E para que possa provar que sempre foste o meu poema mais racional
Quero que não questiones o facto de teres surgido na minha vida
E que não te arrependas de não dares importância por ser algo opcional

Contigo esgotam-se as palavras pois mereces o mais raro e escasso
Porque mereces tanto que nem sei se consigo encontrar p’ra te oferecer
Pelo menos lutarei p’ra continuar a fazer o que há algum tempo faço
Desenhar o teu sorriso, p’ra te impedir de sofrer

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Presença...

Sinto frio…
Este vento que gela revela dependência
E vai-me gelando
Vai-me avisando
E fazendo notar a tua ausência

Sinto muito frio…
O vento sopra como se merecesse o pior
Parece que me castiga
Parece que me obriga
A sentir-me fraco, a sentir-me menor

Agora não sinto frio…
O vento afastou-se, fez o favor
Ainda bem que apareceste
E que não esqueceste
De me dar o teu calor

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Contempl(ação)…

Chego…
Olho-te…
O meu olhar envergonha-se e o meu peito parece explodir
Sensação desejada, nunca antes planeada
Contigo chego e parece que estou a partir

És importante…
És necessária…
És muito mais que o vocabulário que utilizo p’ra dizer o que és p’ra mim
És o tudo e o nada, paisagem inventada
Continuo a sonhar-te, continuo a inventar-te e quero que sejas assim

Tudo?...
Um mundo?...
Tudo é minúsculo quando em comparação com a estrela que vejo sorrir
Quero ficar a conhecer, o que tens p’ra me dizer
Vem abraçar o meu olhar, beija o meu coração, deixa de te proibir

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Sonho especial...

Inspira-me,
Inventa-me,
Continua a abraçar-me com o teu olhar
E desenha todos os sonhos que em realidade
Não queres deixar de sonhar

Idealiza-me,
Completa-me,
Faz-me ser, faz-me estar, faz-me sonhar
Com os módicos instantes
Que nem a tua ausência conseguirá apagar

Porque brilhas tanto?
(Luz indispensável)
Confessa às planícies todo o teu sentimento
E continua a dar-me parte da luz
Para que eu brilhe por fora como tu brilhas por dentro

Sonha,
Sim sonha,
E deixa-me ser o teu sonho mais real
Não acordes mantém a realidade distorcida
O meu sonho és tu e quero sonhar-te sempre igual
Porque és sonho, alegria, tu és vida
És simplesmente…
Especial

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Irreal...

Não consigo dormir, a tua imagem ocupa-me por completo
Tento esquivar-me ao sorriso e ao brilho desse olhar
Mas não há forma de o evitar
E quanto mais fujo,
Mais te quero encontrar

Desisto…Tenho de desistir…

Dói tanto, eu juro que dói, saber que o futuro é cinzento
E eu sou estúpido. É tanta a estupidez que habita em mim
Que faz com que busque o irreal que já vi
E assim continuo sem dormir,
Porque só penso em ti

Desisti.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Brilho...

Anoitece…
Vejo o teu brilho mais intenso sobressair por entre as estrelas
Hoje brilhaste tanto, mas nunca em demasia, porque não és demasiado
Já que nunca me sentirei preenchido pelo teu brilho, nem por ti
Porque estás longe, tão longe, longe de mais…
Vem, aparece, chega perto desta residência de palavras sentidas
Que me reflectem e me fazem olhar para ti como…tudo!

Mas porquê?
Porque me tento cegar?

Imaginação fértil é o que preciso, pois necessito de uma forma
De te apagar do pensamento, do corpo, do coração, apagar-te de mim
Porque esse brilho que me ofusca sem me preencher é temporário, eu sei que é
É um erro comum, já o tenho decorado, vou parar de sonhar
Resta-me esperar que esse brilho enfraqueça, um novo dia surgirá
Eu sei que vai amanhecer, e finalmente…

…Amanhece!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Obsessão...

Escrever para quê?
Porque insisto em ti?
Tu sabes, eu sei que tu sabes que és o meu poema mais belo
Estranho, tão estranho como cresce a tua importância
Desconhecida para mim (ignorante dos sentimentos)
Até ao instante em que atiraste a verdade aos olhos castanhos
Que sorriem para a cor dos teus como forma de te abraçar

E porque continuo a insistir
Se sei que é um sonho impossível
Continuas perto mas sei que vais partir
E manter-te inatingível

Longe de um simples gesto de boa educação
Que me faz querer acordar todas as manhãs na ânsia de te ver
Se não te tenho choro, se não te sonho desmoralizo, se não te invento culpabilizo-me
Por não te ter desenhado no coração como forma de te sentir e de ter mais perto
Será obsessão?

Quero-te tanto, como te quero
E como te quero e sei que não te posso ter
Por dentro choro e desespero
E parece que estou a morrer

Vou morrendo lentamente porque ainda quero aproveitar o som da tua voz
E ouvir-te responder todas as manhãs ao gesto que te dirijo com felicidade no rosto
Invulgar, até esquisito como de um momento para o outro emerges assim na minha vida
E a tua imagem me acompanha como se me falasses ao ouvido

Vou continuar a querer-te embora saiba que não te vou ter
Mas vou sonhar-te…
Vou inventar-te…
E vou-te sempre escrever…

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Em vão...

Quero gritar até que a minha voz se ouça no teu peito
Chorar até que as minhas lágrimas deslizem no teu coração
Pensar no que faço e não no que tenha feito
Levantar-me e voltar a segurar a tua mão

Devolve-me o brilho que deixei nos teus olhos
Não tens o direito de ficar com o que não é teu
Podes parar, sim podes parar de chorar sonhos
E devolver-me tudo que infelizmente é meu

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Procura...

Desapareces assim como um acto de ilusionismo
Espero que encontres o meu reflexo num espelho à sombra do teu olhar
Vasculha na luz da cidade e descobre o preciosismo
Que ainda é ter alguma coisa p’ra procurar

Mas porque me procuras incansavelmente
Se quem se ocultou foste tu, e sem justificação
Volta, quebra o espelho e abraça o presente
Deixa o faz de conta, apaga a luz e encontra-me no teu coração

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Dá-me vida...

Respira-me e preenche-me como se te estivesse a esquivar
Por entre os dedos que tantas vezes me acariciaram
Ensaia uma nova investida e pode ser que venhas a encontrar
Os sentimentos que em teoria em mim já acabaram

Tu sabes que ambiciono o vazio, o desguarnecido, o desocupado
Porque existe em mim a necessidade de sofrer
Mas pode ser que o perdido volte a ser encontrado
E o que em mim morreu contigo volte a viver

quarta-feira, 28 de julho de 2010

...

Sou fictício….
Não existo, não me encontro
Sou confusão, sou desordem, distúrbio e desarrumação
Sou tão pequeno, tão módico, tão minúsculo
Que ninguém acredita que sou realidade
E que vivo no sentimento que tantas vezes me suicidou
Porque sofrimento sou eu e a minha felicidade a tristeza…

Ah sou tão feliz literariamente…

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Só mais um poema...

É só mais um poema p’ra dizer o que tantas vezes te disse
E ao qual não deste atenção e relevância essencial
P’ra perceber que sou mais do que pensas que posso ser
E que posso ser muito mais do que tal

Nunca me ouviste com ouvidos de ouvir
E isso p’ra ti continua a ser
Como um zero à esquerda algo insignificante
Que um dia te fará perceber

Que o tudo e o nada que te ofereci
Eram muito mais do que mero vocabulário
Mas aí podes estar perto da última chamada
E bem longe de voltar a ter tal oferta como cenário

segunda-feira, 15 de março de 2010

Escravo...

Tu és a única que ocupa os meus pensamentos
E faz de mim um mero escravo do coração
Queria prescindir desta dependência e
Exteriorizar sentimentos que não

Liberto por ti, por mim, não liberto porque hoje sou
Prisioneiro de mim próprio e deste vicio insaciável
Hoje não vivo, não existo, hoje não vou,
Nem quero ir ao encontro do que é inalcançável

sábado, 23 de janeiro de 2010

O pedido...

Quero entrar no mundo onde sonhas, onde construíste o teu refúgio
Para te esconderes e ocultares, do que é a tua entidade
Quero que abras as gavetas mais escuras e profundas
E me mostres o que te contunde e magoa de verdade

Quero perceber o imperceptível, chegar bem perto de tudo
O que martiriza, tortura e escurece o teu sorriso
Quero dar-te a minha mão e ser parte da solução
Não só porque mereces mas sim porque eu preciso

De perceber o que sempre encobriste individualmente
Para não pintares o teu cinzento no arco-íris dos demais
Sei que não queres mostrar o teu caminho solitário
Mas há quem precise de saber e conhecer por onde vais

Porque é desmedida a tua importância
E porque nunca te ausentaste do pensamento deste ser
Que expulsa letras do coração apenas para te dizer
Que aguarda permissão para o teu mundo conhecer

sábado, 28 de novembro de 2009

Erro...

Aí estás tu, dona do tal jardim proibido, onde inconscientemente entrei
Razão oculta, mistério indesvendável, uma aproximação fugaz
Que provocou em mim sentimentos intensos que nem eu sei
Se ainda ardem como ardiam há uns tempos atrás

Aí vens tu, como sempre vieste, desse jeito especial e avassalador
Atirando palavras que colo em papel, para não ficarem esquecidas
Como ficaram todas as que te ofereci com amor
E que por ti nunca, foram merecidas

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Distância...

Sinto-te distante
A ponte ruiu
Desapareces-te sem rasto
E o nevoeiro em mim caiu

Fecharam-se as portas…O meu amor partiu

Estás tão longe
Já não te sinto
A ausência é em mim certeza
Tu em mim és labirinto

Desapareça eu…Se quando falo minto

domingo, 18 de outubro de 2009

Sem (ti)tulo...

Vais ou ficas?
Não posso viver nesta incerteza
A espera cansa, o coração aborrece-se
E tu és tela de alegria e tristeza

*

Quero ou queria? Já nem sei
Não quero ver o que é previsível
Juro que te quero perceber
Mas tu és imperceptível

*

Vais e vens,
Mas o que é que queres ser?
És invasora de excelência
Que desaparece e volta a aparecer


M.O.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Sim, tu...

És um poema…
És o tudo e o nada dentro de mim
O aperto no peito
O brilho nos olhos
Quando te toco e te olho assim

És palavra…
Frase bela e incomparável
És lágrima
És sorriso
És sentimento instável

És o sol…
És consequência acidental
És o cinzento
O nebuloso
O amor inicial

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Bem vinda a mim...

Mergulhei
Em sonhos nunca sonhados,
Sentimentos apertados
De quem nunca amou
E voltei
A procurar o mesmo ser,
A mesma razão de viver
Deste que nunca sonhou

Então chorei
Todo o afecto negado
E com o rosto molhado
Regressei ao pesadelo
E agora sei
Que não há vida para mim
Pois o sonho que via em ti
Acabei por perde-lo

E esse sonho
Voa…para longe de mim
Sinto o frio por…
Não estares aqui
E agora não sei mais de ti

Vagueei
Por lágrimas molhadas
Em busca das estradas
Para o teu coração
E notei
Que não deixaste rasto
E o meu mapa está gasto
E sem motivação

E lembrei
Que o ser que não sonhou
Precisamente o que chorou
Só te viu num breve sopro
Mas tatuei
Com lágrimas o caminho
E deixei-te com carinho
Um mapa em pleno corpo

Agora és tu
Quem voa…e eu já só penso em ti
Sinto-me bem por…
Já estares aqui
Bem vinda a casa, bem vinda a mim

quarta-feira, 4 de março de 2009

Renascer...

Chegaste…
Olhei…
E caí no passado
Lembrei o já esquecido
Reescrevi o apagado

Criei-te em sonhos
E de repente tu ali
Muito mais do que lembro
Ainda mais do que esqueci

Agora sussurras em pensamento
O sentimento que já viveste
Muito mais do que lembras
Ainda mais do que esqueceste

sábado, 24 de janeiro de 2009

A perda...

Foste tu…
Inconscientemente ou não
Foste tu quem provocou a perda
E transformou o preenchido em ausência
Preferiste o vazio, o repleto de probabilidades
Quando a tua caixa já tinha preferência

Optaste pela viagem
Bem longe do destino que procuravas
O tal que sem saber já tinhas encontrado
Para mergulhar em segundos de felicidade
Que um dia te trarão tristeza ao quadrado

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Mesmo de sempre...

Chega o silêncio…
E a minha alma vai…

O vazio envolve-me
E mergulho na incapacidade
Sem saber ser, sou
Sem saber ir, vou
E chego a minha verdade

Verdade incorrecta
De quem nunca soube ser
De quem nunca soube ir
Triste sou, triste serei
Pois vivo na tristeza de saber cair…

E quem assim vive chora…
Apenas porque nunca soube sorrir…

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Momento...

Um momento…só um momento
E é aí…

Sim, é aí que vais
E atravessas tudo que vivi
Tu viveste o mesmo certo?
No tempo esquecido em que eu te conheci

Já não te conheço (penso eu)
Ou já não te quero conhecer
Mantém-te oculta, disfarçada
Pois não quero retroceder

Foi estranha a tua partida
Mais estranho é o vazio que em mim ficou...

Foi só um momento, um breve momento
Bom ou mau, já acabou

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

A escolha...

Tudo ou nada?
Decide agora, não hesites
Arrisca, tens tudo para ganhar
Nada te derruba, acredita
A escolha não te faz tropeçar

Já viste bem o teu poder?
Que sorte a hipótese de escolher…

Não calcules, avança
Mesmo com a porta entreaberta
No coração tens a confiança
P’ra chegar a resposta certa

Segura o livro de sentimentos
E vai lendo folha a folha
Decora as páginas do passado
E faz a tua escolha

Fica com o tudo
Mas não esqueças o nada
Serão ambos importantes
Para construir a tua estrada
Tudo ou nada?

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

(In) visível...

Quem te procura não te encontra
E no entanto sabe procurar
Tu a que te esquivas…
Te ocultas…
E não te deixas encontrar

Quem te quer nunca te tem
E tem muito mais que o querer
És tu quem nega…
Quem desdenha…
E nem se quer se deixa ter

Quem te ama nunca amou
Impossível saber amar
Pois está longe…
Longe está…
De um dia te encontrar

domingo, 7 de dezembro de 2008

Solidão ao quadrado...

No abstracto dos pensamentos
Mais uma vez só
Sentimento invulnerável
Força inquebrável
Que de mim não tem dó

Fenómeno que não me deixa
Sinto-me um condenado
Choro palavras
Agarro os meus medos
E permaneço fechado

Começo a enfraquecer
Estou sem força p’ra lutar
Pois chegou poderosa
Avançou impiedosa
Desta vez veio a dobrar

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Estupendo...

Era estupendo
Voltar a cair
Nos braços do passado
E assim conseguir
Escrever o amor

Mesmo triste, sem rir
Vazio, sem cor

Estupendo era
Eu retroceder
Até te encontrar
E assim poder
Disfarçar a tristeza

Mesmo caindo, sem querer
Por avançar sem certeza

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Saudade...

Saudade...
Palavra triste quando por ti chamei
Saudade...
Palavra com alma que tatuei

E hoje ao dormir em desespero grito:
"Fica e não vás..."
E de repente acordo e questiono:
"Saudade, afinal onde estás?..."

Estado de espírito...

Textos imortais transformam palavras
Mergulho no eu mais profundo
Quando chegas limpo as lágrimas
Que fui acumulando lá no fundo

Hoje a minha alma canta o presente oferecido
Ontem sim, hoje não, quem sabe no futuro…
Três tempos distintos sem resposta
Que guiam para a forca este ser tão inseguro

Alegria existe? Não nesta caixinha mágica
Chega-te perto, fica apenas um segundo
Consigo tocar-te, ver-te, sim estas aqui
Já sou o mágico mais feliz do mundo

(In)existente...

Procura onde não me podes encontrar
Sou invisível aos olhos de quem vê
Sou alma sem sombra…frase de dúvida…
Que se inicia e termina no porquê

Porque sou assim?
Pintor de palavras insignificantes
Alguém que é nada…que é tudo…
Que vive o depois mesmo morrendo no antes

Estúpido é viver assim
Quando os pés não tocam no chão
Sonhar sim…exagerar não…
Porque a queda é grande para mim, mas maior para o coração

O actor...

Sou actor que representa
O fictício e o real
Personagem secundária
Interveniente principal

Dúvida, confusão
Tormento e tristeza
Elementos do guião
Que me trazem incerteza

Encarno a personagem
Mais e melhor é impossível
Sei o texto de cor
É um filme previsível

Uma filmagem que vai longa
Filme triste, o da vida
Gravar quase duas décadas
De sentimento suicida

Fase terminal...

Puxados pela morte
Mas agarrados á vida
Visível a dor
Mas invisível a ferida

Um sorriso enganador
Que esboçam por bondade
De quem por eles tem amor
E os ama de verdade

Só os olhos falam
(Dicionários de sentimentos)
São espelhos do tempo
Que imortalizam momentos

Que pena dos mais sós
Que pensam que é só mais um dia
Que têm o silêncio para ouvir
E uma máquina por companhia

2008

outra fase...